Olá, sejam bem-vindos ao meu mundo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Uma Vida Passada (Capítulo II)

  Era já de madrugada quando me fui deitar ao lado de Adrian.
  Fiquei a olhá-lo, a admirá-lo. Foi nesse momento que me apercebi do erro quer estava a cometer. 
  Seria tarde demais? Não mata experimentar(!) -pensei.
  Fechei os olhos e adormeci. Acordei mal o sol nasceu e fiquei novamente a admirar Adrian com um brilho especial nos olhos. Fiquei assim durante horas, até me levantar, preparar-lhe o pequeno-almoço, e trazer-lho à cama. Era o seu aniversário. 
  Acordei-o com um beijo suave nos lábios. Adrian abriu os olhos e ficou a olhar-me, espantado, abismado, e ao mesmo tempo feliz, notei.
  - Mary? - disse ele esfregando os olhos e colocando os óculos. (óculos que lhe ficam tão bem...)
  - Adrian. - respondi com um enorme sorriso na cara.
  - Porque... - calei-o com um beijo.
  - Não digas nada, hoje o dia é nosso.
  - Mas e Caroline?
  - Está em casa dos meus pais, vou buscá-la logo. - Beijei-o de novo.
  Só te posso dizer que já não era tão feliz há bastante tempo. E porquê? Pura obra da vida, e da alma...


  - Mary, vamos conversar... - dizia Adrian.
  - Para quê? Nós estamos tão bem.
  E isto repetia-se imensas vezes, e eu sempre a fugir do inevitável. Talvez por medo, não sei... Por teimosia, se calhar... O que é certo é que esta conversa num foi tida, até ao dia da Praça. - O dia da praça foi o da em que Adrian decidiu levar-me a mim e a Caroline a passear, e foi então, que numa praça enorme, coberta de gente, havia uma parede de um prédio  antigo pintada por Adrian, que dizia "Mary, casas comigo?". 
  Foi nesse dia, que deixei que Adrian tocasse na ferida, e falámos sobres as minhas mudanças repentinas. Adrian disse que tinha medo de me perder de novo, e eu prometi-lhe não voltar a acontecer. 
  - Amo-te Adrian.
  - Amo-te Mary.
  Eram estes os nossos ''Bons sonhos'', ou as 'Boas noites''. Dormíamos agarrados e permanecíamos assim toda a noite.
  Sinceramente nem eu sei a que se deveu o meu afastamento de Adrian, e o meu regresso repentino. Julgo que só o tempo irá descobrir, ou entã, nunca saberei.


Anafs;


[sup]peço desculpa pela demora, espero que gostem.[/sup]

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