Olá, sejam bem-vindos ao meu mundo.

domingo, 26 de junho de 2011

Horizonte

No chão viam-se folhas espalhas, rasgadas... Beatas mal apagadas, que por pouco não provocavam o fogo. Que quereria ela? No que estaria a pensar? Ela não se movia, não dormia, não falava, não chorava, não reagia... O seu olhar não mudava de direcção, olha o horizonte. Mas, o que seria aquilo? Que pretendia ela? Fui ter com ela, falei-lhe, não respondeu. Toquei-lhe, não se moveu. Pus-me à sua frente e ela desviou-me e continuou a olhar pelos vidros sujos da janela do quarto escuro.
  Finalmente, procurei entendê-la. Sentei-me do seu lado, olhei na mesma direcção que ela. Procurei algo que me fizesse descobrir o porquê de tanta admiração naquele olhar. Nada. Nada me respondeu às perguntas. Mas mantive-me lá. Olhei-a tranquila, pensativa. Ela mantinha-se no mesmo lugar, na mesma posição. Ao olhá-la pude perceber aquele olhar vidrado. Pude perceber aquele estado de espírito. Talvez, o meu "horizonte", fosse apenas uma linha que marcava o sítio onde o céu toca a terra, mas o "horizonte" dela fosse mais além. Talvez o "horizonte" dela fosse como uma passadeira eléctrica, ou seja, por muito que caminhemos, ou por muito que corramos, ficamos sempre no mesmo lugar, ou seja: O horizonte dela é infinito, e quanto mais ela tenta encontrar o fim, mais ele cresce. E enfim, o que será o horizonte dela? Talvez os sonhos, os desejos, ou os desafios que ultrapassa, e tem que ultrapassar na vida... Talvez ela tenho parado no tempo, talvez  no seu pensamento ela estivesse a correr até chegar ao fim do horizonte, a ultrapassar desafios, a viver sonhos... Talvez, no mundo que ela tem dentro dela, ela trabalhasse demais para mim, para ela, para todos, e estivesse demasiado cansada para o fazer no "nosso" mundo. Talvez seja isso, ou não.
  Como todos nós, ela um dia acordará, e eu cá estarei para lhe agradecer por tudo o que no seu mundo faz por mim.

Anafs;

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